sexta-feira, 21 de abril de 2023

Mecanismos de Defesa


1 Mecanismos de Defesa

2 DefiniçãoQuando o Ego está consciente das condições reinantes, consegue ele sair-se bem das situações sendo lógico, objetivo e racional, mas quando se desencadeiam situações que possam vir a provocar sentimentos de culpa ou ansiedade, o Ego perde as três qualidades citadas. É quando a ansiedade-sinal (ou sinal de angústia), de forma inconsciente, ativa uma série de mecanismos de defesa, com o fim de proteger o Ego contra um dor psíquica iminente.

3 SUBLIMAÇÃO É o mecanismo de defesa mais aprovado pela sociedade.
Quando temos um impulso que não podemos expressar diretamente, reprimimos a sua forma original, e o deixamos emergir sob uma feição que não perturbe a outrem ou a nós próprios.Quando um impulso primitivo é inaceitável para o ego, é modificado de forma a se tornar socialmente aceitável, isso é sublimação.

4 REPRESSÃOÉ a operação psíquica que pretende fazer desaparecer, da consciência, impulsos ameaçadores, sentimentos, desejos, ou seja, conteúdos desagradáveis, ou inoportunos.tende a fazer desaparecer da consciência um conteúdo desagradável ou inoportuno: idéia, afeto, etc.Neste sentido, o recalque seria uma modalidade especial de repressão.

5 A RACIONALIZAÇÃO.É uma forma de substituir por boas razões uma determinada conduta que exija explicações, de um modo geral, da parte de quem a adota.Os Psicanalistas dizem que racionalização é uma mentira inconsciente que se põe no lugar do que se reprimiu.

6 A PROJEÇÃO.operação pela qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro- pessoa ou coisa- qualidades, sentimentos, desejos e mesmo “objetos”que ele desconhece ou recusa nele.

7 DESLOCAMENTO.É um processo psíquico através do qual o todo é representado por uma parte ou vice-versa.Também pode ser uma idéia representada por uma outra, que, emocionalmente, esteja associada à ela.

8 DESLOCAMENTO Esse mecanismo não tem qualquer compromisso com a lógica.
É o caso de alguém que tendo tido uma experiência desagradável com um policial, reaja desdenhosamente, em relação a todos os policiais.

9 A IDENTIFICAÇÃO.É o processo psíquico por meio do qual um indivíduo assimila um aspecto, um característica de outro, e se transforma, total ou parcialmente, apresentando-se conforme o modelo desse outro. A personalidade constitui-se e diferencia-se por uma série de identificações.

10 A REGRESSÃO.É o processo psíquico em que o Ego recua, fugindo de situações conflitivas atuais, para um estágio anterior.É o caso de alguém que depois de repetidas frustrações na área sexual, regrida, para obter satisfações, à fase oral, passando a comer em excesso.

11 O ISOLAMENTO.É um processo psíquico típico da neurose obsessiva, que consiste em isolar um comportamento ou um pensamento de tal maneira que as suas ligações com os outros pensamentos, ou com o autoconhecimento, ficam absolutamente interrompidas, já que foram (os pensamentos, os comportamentos), completamente excluídos do consciente.

12 FORMAÇÃO REATIVA.É um processo psíquico que se caracteriza pela adoção de uma atitude de sentido oposto a um desejo que tenha sido recalcado, constituindo-se, então, numa reação contra ele.processo psíquico, por meio do qual um impulso indesejável é mantido inconsciente, por conta de uma forte adesão ao seu contrário.

13 A SUBSTITUIÇÃO.Processo pelo qual um objeto valorizado emocionalmente, mas que não pode ser possuído, é inconscientemente substituído por outro, que geralmente se assemelha ao proibido. É uma forma de deslocamento.

14 A FANTASIA.É um processo psíquico em que o indivíduo concebe uma situação em sua mente, que satisfaz uma necessidade ou desejo, que não pode ser, na vida real, satisfeito.É um roteiro imaginário em que o sujeito está presente e que representa, de modo mais ou menos deformado pelos processos defensivos, a realização de um desejo e, em última análise, de um desejo inconsciente.

15 EXPIAÇÃOÉ o processo psíquico em que o indivíduo quer pagar pelo seu erro imediatamente.

16 NEGAÇÃOA tendência a negar sensações dolorosas é tão antiga quanto o próprio sentimento de dor.Nas crianças pequenas, é muito comum a negação de realidades desagradáveis, negação que realiza desejos e que simplesmente exprime a efetividade do princípio do prazer.

17 TRANSFERÊNCIARepresenta o motor da cura e pode ser vista como, a repetição, face ao analista, de atitudes emocionais, inconscientes, amigáveis, hostis ou ambivalentes, que o paciente estabeleceu na sua infância no contacto com os pais e com as pessoas que o rodeiam.

18 CONTRATRANSFERÊNCIA:
Trata-se de uma resposta do analista à transferência do paciente mas que designa também, de forma mais geral, o conjunto das reacções inconscientes do analista perante o paciente.

19 RECALQUEExclusão de idéias, sentimentos e desejos que o indivíduo não quisera admitir e que no entanto continua a fazer parte da vida psíquica.

Apresentação em tema: "Mecanismos de Defesa Keli Steffler."— Transcrição da apresentação: 

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Os mecanismos de defesa do ego

 

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Os principais mecanismos de defesa

Quando Freud aprofundou seus estudos sobre o aparelho psíquico, ele desenvolveu a Segunda Tópica, que abrange três instâncias psíquicas da mente: o id, o ego e o superego. Os principais mecanismos de defesa do ego são a regressão, o deslocamento, a negação, a racionalização, a sublimação e a repressão.

Para entender o funcionamento dos mecanismos de defesa, é necessário retomar o conceito de ego e a sua função central, que é a base da formação da personalidade.

Para Freud, o ego é uma parte nossa que tem contato com a realidade. Sabemos que existe um princípio de realidade, e é o ego quem sente as emoções e repassa elas para as outras duas instâncias, o id e o superego.

Enquanto o id só se preocupa com os desejos, sem se importar com as regras e fazendo só aquilo que quer, o superego aparece como uma voz de censura, que existe em função da moral e da ética. É na relação dessas três estruturas da mente que se manifestam os mecanismos de defesa. O ego é o responsável por trazer para a realidade as vozes do id e do superego.

Quando o ego se encontra mais fragilizado, ele pode pender para os desejos do id, deixando-se conduzir pelos seus instintos. Pode acontecer também desse ego ser mais inclinado para o superego ao invés do id. Nesse sentido, a pessoa fica muito rígida por causa das regras que o superego impõe para a mente.

Se as instâncias psíquicas do id ou do superego se sobrepuserem e dominarem o ego, ele se tornará fragilizado, o que vai demandar a capacidade desse ego se fortalecer eventualmente. É por meio do controle dos impulsos do id e do superego, que as tensões da realidade vão sendo aliviadas e a vida vai ganhando mais leveza.

Um ego saudável manterá um equilíbrio das outras instâncias psíquicas para que a vida tenha mais qualidade. Nesse caso, é preciso que haja um balanceamento entre o id e o superego e é a partir disso que os mecanismos de defesa começam a surgir.

O funcionamento dos mecanismos de defesa do Ego

Os principais mecanismos de defesa estudados pela psicanálise são: 

a regressão, o deslocamento, a negação, a racionalização, a sublimação e a repressão

. Os mecanismos são formas que o inconsciente encontra para reprimir certos desconfortos.

  • A regressão é um mecanismo que faz o ego retornar para um ponto do seu desenvolvimento que foi interrompido. Isso pode ter acontecido por causas ambientais, dentre outras coisas. Se o ambiente familiar da pessoa não foi um lugar acolhedor, dificilmente essa pessoa vai conseguir se tornar um adulto saudável. Por meio do comportamento regredido, aparece uma fixação em um ponto que faz com que o indivíduo retorne para um estado infantil.
  • O mecanismo da negação se refere a poder dizer “não” ao outro mas como forma de defender a si mesmo. Para se proteger, o indivíduo nega alguma situação que lhe cause dor.

Quando estamos passando por uma situação de luto, perdemos um ente querido e ficamos vulneráveis e fragilizados. No luto, a pessoa tende a negar a morte, porque assimilar a dor dessa perda é insuportável. Para se proteger da dor, ocorre a não aceitação da morte.

  • O mecanismo da formação reativa pode ser identificado quando uma pessoa fala alguma coisa e demonstra exatamente o oposto daquilo que sente. Trata-se de um tipo de defesa em que a gente diz algo que não condiz com o que aquilo que se sente.

A formação reativa é um tipo de defesa que nos ajuda a esconder as coisas das quais sentimos vergonha, além de tudo aquilo que não é aceito e que sentimos a necessidade de repudiar por questões sociais. Isso desencadeia sentimentos opostos aos que estamos sentindo de verdade.

  • Outro mecanismo de defesa do ego que se destaca é a racionalização. Trata-se de um mecanismo que surge a partir de um fluxo de pensamentos lógicos. Nesse caso, falamos sobre sentimentos e ações que não aceitamos, e o sentimento é racionalizado.

Quem reage por meio desse mecanismo de defesa faz de tudo para provar que está certa. Ela cria uma explicação razoável para tudo, para tornar a situação que está passando um acontecimento aceitável.

Nesse contexto, a atuação do superego está sempre presente na busca pela rigidez da lógica, sobretudo por ele ser o responsável por fazer cobranças e exigências. Portanto, qualquer explicação racional é manipulada pelo inconsciente, tornando aceitável o que quer que seja.

  • Uma das formas de defesas que também se evidencia na nossa personalidade chama-se deslocamento, que é um mecanismo por meio do qual a pessoa desloca dentro de si um sentimento que possa ser ameaçador. Esse deslocamento faz com que o indivíduo deposite a sua frustração no outro. Por exemplo, pode-se pensar em uma situação em que alguém expresse a sua raiva para descarregar o sentimento de frustração.
  • Além dos mecanismos já citados, há a repressão, que é um mecanismo que funciona para manter alguma coisa que causa angústia ou sofrimento para longe do consciente. Nesse caso, é normal guardarmos dentro de nós mesmos quaisquer sentimentos que gerem mal-estar.

A importância dos mecanismos de defesa na psicanálise

Além dos mecanismos já mencionados, existem alguns outros aos quais é necessário dar atenção. Dentre eles, destaca-se a repressão. A energia negativa permanece circulando dentro do corpo e esperando por uma chance para poder escapar. É nesse cenário em que os quadros de neurose se constituem, por causa dos sentimentos que são reprimidos.

A repressão faz com que esses sentimentos sejam direcionados para o inconsciente, justamente porque eles causam dor. Mesmo que essa dor fique no inconsciente, ela continua agindo de forma latente e fica sempre dilacerando o nosso interior.

A dor canaliza uma energia que vai influenciando tudo aquilo que a pessoa sente. Além dos sintomas neuróticos, existem as doenças psicossomáticas, por meio das quais o corpo sofre fisicamente por causa de desconfortos mentais, que são causadas por todo tipo de pensamento ou sentimento que ficaram reprimidos no inconsciente.

  • Por fim, outro mecanismo de defesa do ego que é expressivo é a sublimação. Trata-se de um mecanismo de defesa em que a angústia aparece por causa de algum sentimento que a gente não consegue lidar. Esses sentimentos podem ser de ordem sexual, por exemplo, e podem gerar manifestações de agressividade.

Na sublimação, os impulsos de natureza sexual e agressiva são transformados pra serem mais toleráveis. Os sentimentos que geram dor são transformados e convertidos em algo positivo.

Toda a energia que é sublimada surge por causa dos desejos sexuais não satisfeitos, e a pessoa pode transformar isso em algum tipo de manifestação, reproduzindo os seus sentimentos em uma pintura, desenho, poema ou livro.

Por isso, dizem que praticar uma série de atividades artísticas e culturais, pode ser uma maneira que a pessoa encontra para substituir a angústia e a dor que sente. E é a Sublimação dos mecanismos de defesa que pode ajudar na ressignificação dos sentimentos, isso tudo porque ela usa a criatividade como uma ferramente de autocura.

Em sua obra, Freud discorreu sobre os mecanismos de defesa do ego, mas foi sua filha, Anna Freud, quem se aprofundou literalmente sobre esse tema e identificou que os mecanismos de defesa são originados pelo medo que o ego sente de regredir ao estado inicial de fusão com o id e de cair nas possíveis falhas do superego, cuja função é o de reprimir os impulsos.

É tarefa essencial do psicanalista entender o funcionamento dos mecanismos de defesa do ego e sua atuação na constituição da personalidade de seus pacientes. 

FONTE: https://ibrapsi.com.br/mecanismos-de-defesa/