sexta-feira, 29 de maio de 2020

Os Kahunas

Os sacerdotes Kahunas do Hawaii eram considerados os guardiões dos mistérios e já possuiam, há cinco mil anos atrás, os nossos modernos conhecimentos da psicologia da alma. Criaram sua própria filosofia "HUNA" e, por meio de sua medicina, foram capazes de curar qualquer doença. Caminhavam sobre as lavas incandescentes e atuavam sobre as condições meteorológicas. Até hoje os nativos cultuam essa sabedoria ancestral.

Os Kahunas e sua Magia




Muito embora o que vamos relatar seja de esclarecimento recente ao mundo ocidental (início do século), a Huna é uma ciência com certeza mais antiga que os segredos Babilônicos e Egípcios.

A tradição nos traz as lendárias doze tribos que certa vez viveram no deserto do Saara, quando este, ainda era uma terra fértil e cortada de rios. Após vários séculos os rios secaram e as tribos por razão de subsistência mudaram para o vale do Nilo, uma vez lá, vieram a embriagar todos os outros povos com sua magia. Previsto um longo período de escuridão intelectual onde o "Segredo" corria o risco de se perder, as tribos decidiram partir deixando que o tempo se incumbisse de preparar sua volta para o mundo. 

Onze dessas tribos, após uma exploração psíquica, decidiram por viajar para o leste onde várias ilhas do Pacífico eram desabitadas. Começaram sua jornada atravessando o mar Vermelho, dai ao longo da costa Africana ou Índia. Após vários anos os da décima segunda tribo por razão ainda não esclarecida, decidiram por voltar e ocupar a região onde hoje chamamos de Montanhas Atlas ao norte da África. A história não reserva muitos detalhes sobre a viajem a não ser que prosseguiam com incrível determinação de terra para terra em grandes canoas duplas. Em determinado momento foram encontradas as oito ilhas Havaianas, que rapidamente foram reconhecidas como a terra prometida de seus antepassados.

As equipes de exploração voltaram as ilhas mais próximas a fim de levar o restante das tribos que la permanecera para descanso. Arvores, plantas e animais foram transportados subsequentemente a medida que as tribos iam se instalando no Havaí, um longo período de isolamento se seguiu.

As evidências sobre esta jornada cada vez mais se cristalizam na medida em que algumas palavras costumes e crenças são de fácil identificação seguindo uma mesma diretriz, estes casos se espalham desde o Pacífico até o Oriente próximo.

Madagascar também as possui indicando ter tido contato com algum povo de origem polinésica, até no Japão moderno são encontradas palavras e idéias polinésias.

Contudo faltava até pouco tempo atrás, um elo comprovatório sobre a real existência das doze tribos, e isto só foi possível quando um jornalista aposentado chamado Willian Reginald Stewart reconheceu no livro "RECUPERANDO A MAGIA ANTIGA ", publicado pela Rider & Co, em Londres no ano de 1936 uma série de palavras muito semelhantes as que ele próprio havia verificado em sua juventude quando por vários meses permaneceu na Bérbéria (Montanhas Atlas-Norte da Africa) acompanhando uma equipe de exploração de uma companhia petrolífera.

Durante sua estada, William ouvira falar muito sobre determinada tribo Bérbere e seus mágicos, e entrando de férias contratou um guia e partiu a procura da tal tribo. Para sua sorte não só encontrou o acampamento como de cara "caiu nas graças" de seu lider religioso, porém só as custas de muita persuasão foi aceita sua permanência para que obtivesse o direito de aprender o "grande segredo".

Apesar da dificuldade com a língua, já havia se passado alguns meses e William seguia firme em seu propósito e cada vez mais atraia a simpatia e interesse de Lucchi a líder religiosa que devotava boa parte de seu tempo em repassar seu conhecimento ao jovem Inglês. A história e as bases filosóficas da religião ja haviam sido aprendidas e tudo corria bem, quando numa tarde confusa o acampamento foi invadido por dois outros grupos do vale abaixo causando várias mortes entre as quais Lucchi que fora alvejada de forma certeira no coração.

O inglês vendo-se impedido de concluir seu treinamento, recolheu seus pertences e anotações e voltou para Inglaterra. Após 30 anos, impelido pela dúvida e a curiosidade que lhe acompanhara quase toda vida, voltou aquelas anotações que amareladas pelo tempo reservavam para o mundo uma comprovação de inestimável valia. 

Apenas como exemplo desta incrível comparação procedida por William, a palavra Havana para "Kahuna" entre os Bérberes aparecia como "Quauna" o termo usado para mulher Kahuna é "wahini" contra "quahini" no dialeto Bérbere. A palavra usada para Deus, nos dois idiomas são: "akua" e "atua". Além de uma longínqua similaridade física foram encontrados também ritos e costumes semelhantes. O que na opinião de Max Freedom Long, o grande responsável pela difusão mundial da ciência Kahuna, comprova decididamente que os antepassados Kahunas habitaram o norte da África.

Quando Kane se refere a Deus, trata-se de uma referência ao eu-deus de cada um de nós.
Os Kahunas também reconhecem uma Divindade ou um Deus supremo, infinito seu nome é KUMULIPO, a mesma palavra usada para a Canção da Criação e que pode ser traduzida como"fonte de vida".

KUMULIPO é considerado imanente na natureza e a unicidade entre todas as coisas é aceita como básica. Como vivem nessa realidade física os Kahunas sentem que este mundo é o objeto mais prático para estudo e desenvolvimento.

A visão que um Kahuna tem desse mundo é muito mais ampla do que a visão tradicional da cultura ocidental. E sua percepção do mundo envolve pontos de vista de vários estados de consciência., por isso eles acham que há muito pra se trabalhar no aqui e agora,e não ficam perdendo tempo em especular sobre a natureza de Deus.

Os Espíritos


O deus pessoal, ou eu-deus (Kane ou Aumakua), não é limitado a humanidade, na filosofia kahuna. Como Deus está em tudo (ou tudo está em Deus - os Kahunas concordam com as duas premissas), tudo tem uma forma própria de percepção. Num sentido profundo tudo é vivo, ciente e responsivo. E tudo até mesmo aquilo que os cientistas consideram matéria morta, tem um Eu Superior com o qual se pode comunicar conscientemente. 

A comunicação inconsciente, ou a telepatia subconsciente está sempre ocorrendo entre nós e o ambiente, porque é a forma primária com a qual o mundo interage consigo mesmo. Um exemplo seria como as plantas reagem a dor ou ao prazer de outros seres vivos ao seu redor, os animais também. Nós humanos temos o potencial para a comunicação telepática consciente, deliberada, com qualquer coisa e portanto o potencial para influenciar propositalmente o ambiente através de meios não físicos. Daí vem a idéia de que existem identidades-deus (aumakuas ou akuas) para grupos de coisas, assim como para os indivíduos, e de que a essência grupal é maior do que as suas partes.

Assim uma árvore tem seu próprio Aumakua e a floresta, da qual ela faz parte também. O mesmo acontece no mundo e além dele. Antigamente um kahuna pedia permissão ao espírito de uma árvore antes de cortá-la, ao espírito de um vale antes de atravessá-lo. Pedia permissão ao mar antes de surfar ou pescar. Ele fazia isso por respeito "a fonte" que vivia em tudo, para garantir cooperação. Hoje um kahuna pode falar com seu carro ou sua casa da mesma maneira, e usar o mesmo conceito em seu trabalho de cura.

Os kahunas reconhecem formas-pensamentos, manifestação de campos de energia, complexos aparecendo como personalidades separadas, efeitos de extrema sensibilidade telepática ou clarividente, o equivalente dos anjos.

A Filosofia Huna não inclui a ideia de verdadeiros diabos, demônios ou espíritos dos mortos vagando. Estes são vistos como formas-pensamento criadas conscientemente ou inconscientemente, ou manifestações de complexos negativos.

O Homem Trino

Na filosofia e psicologia kahuna, o homem é um ser espiritual com três aspectos representados por Kane, Ku e Lono. Os três na verdade funcionam como um Kanaloa, e nesse estado o homem também é capaz de expressar seu total potencial. Muitas vezes pode acontecer a desunião entre Kane , Ku e Lono é o que a gente chama de desequilibrio. 

O corpo o intelecto e o espírito tem que sempre trabalhar juntos em sintonia. você fica fora de sintonia e para retornar a esse estado de equilíbrio tem que aprender a reunificar Lono e Ku(o intelecto e o corpo), o consciente e subconsciente. Quando isso acontece sua percepção fica mais aflorada.




Boa parte da filosofia kahuna está incorporada na chamada "Canção Criação", também conhecida como Kumulipo, que é o termo mais próximo de uma "bíblia" kahuna que conhecemos hoje. Originalmente foi parte de uma tradição oral passada aos kahunas treinados em memória perfeita, ela provavelmente foi compilada mais ou menos na forma atual em 1700 pelo kahuna Keaulumoku. Todas as poucas traduções feitas foram as de um manuscrito de propriedade do rei Kalakaua, que tinha muito interesse em preservar a cultura havaiana inclusive os segredos da Huna e e função dos kahunas como xamãs.

Na filosofia kahuna tanto o mundo espiritual quanto o material ganham forma graças a uma interação entre forças relativas, frequentemente representadas por um homem e uma mulher. Para cada deus no panteão havaiano há um correspondente feminino para ajudar com a criação. Muitos são mencionados na sete primeiras seções do Kumulipo, junto a versos que parecem contar a formação da vida animal e vegetal na Terra.

As entoações ou seções oitava e nona aparentemente falam do nascimento do homem para a percepção consciente e de sua multiplicação sobre a Terra. O resto do total de 16 seções na versão Kalakaua parece ser basicamente genealogias, exceto pelo relato do relato do herói Maui.

Como Os Kahunas Vêem Deus?


Deus é uma realidade que foge ao nosso entendimento; não conseguimos apreender a Causa Primeira e por isso, não deveríamos ter tanta preocupação em buscá-Lo, mas sim, conseguir uma maneira de viver e sentir que, se formos capazes de uma fé do tamanho de um grão de mostarda, removeremos montanhas e, que se nosso agir, pensar e sentir estiver no caminho da retidão, Ele virá ao nosso encontro como uma bênção e nos ajudará a remover nossas montanhas internas. Ele é o Supremo Ser, o que soprou vida no universo criando tudo e todos e Suas leis estão manifestadas em tudo.

Nossa função é dar os passos no caminho que descobriremos ao abrir nossas mentes para que o Eu Superior, que faz parte do ser humano possa atuar em beneficio de nosso crescimento e evolução. 
Sendo criados à Sua imagem e semelhança nada temos a temer a não ser permanecermos na inanição que a nada conduz.

Existe um Deus na mitologia havaiana do qual falamos, mas não devemos confundir esse Deus com o das doutrinas religiosas vigentes que é pai, mas também é um ser que nos pressiona obrigando-nos ao medo, que conduz à culpa e causa sofrimento. Deus não pode ser alguém que nos leva ao sofrimento para depois nos proporcionar o prazer.

Nossa intenção deve ser focalizada no sentido de procurarmos harmonizar nosso subconsciente (unihipili) com o consciente (uhane), não nos preocupando com as coisas que julgamos ser transcendentais, a não ser, aqueles que já adquiriram uma compreensão maior de si mesmos e são capazes de vislumbres do Eu Superior (Aumakua). 

Essa é a situação de quem conseguiu a paz e a harmonia entre subconsciente (unihipili) e consciente (uhane) e que agora poderá sentir o que Jesus disse: “Se dois viverem em paz e harmonia na mesma casa, dirão à um monte “sai daqui !” – e ele sairá . Esse tornou-se um simples transeunte na vida.

Quem São Os Kahunas?



Os kahunas são sacerdotes havaianos que há 5 mil anos praticam a magia Huna - A Ciência do Bem Viver. 

Esta filosofia mostra que o mundo e a vida se transformam conforme nossos Desejos e nossas Ações.

O Princípio desta filosofia se resume na palavra ALOHA.

Na linguagem havaiana ALOHA significa:

" Os Jubilosos Compartilham A Energia Vital No Presente". Ou seja: Todos nós possuímos aqui e agora, a energia necessária a realização dos nossos objetivos.

Portanto mais que uma filosofia , ALOHA é uma técnica simples e eficaz que nos permite manifestar nosso poder interior em todos os aspectos da nossa vida.



AQUELES QUE DETEM O SEGREDO !

"Dono do segredo", "transmissor do segredo", "perito que faz", não necessariamente havaiano.

Um kahuna é um xamã que mergulha na vida com sua mente e sentidos, desenvolvendo o papel de co-criador. Os antigos kahunas viviam em pequenas comunidades e aprendiam principalmente como lidar com fenômenos naturais, dominar os ventos, como fazer chover, pois dependiam desses fenômenos para sobreviver.

Hoje vivemos em uma aldeia global e os "kahunas-urbanos tem uma tarefa especial que é a de manter uma vida saudável e harmoniosa no convívio social.


A palavra Kahu significa guardião e Huna : segredo. o verdadeiro significado da palavra kahuna é: "Aquele que é um expert em sua profissão"

Os Kahunas eram especialistas em: agricultura, construção de cabanas e barcos, pesca, astronomia, religião, medicina, psicologia e outras áreas do conhecimento. o termo aplicado no que damos hoje o título de Ph.D.

Antes da colonização européia a antiga sociedade havaiana, isolada do resto do mundo, desenvolveu seus sistema religiosos, com uma profunda compreensão espiritual do indivíduo e do universo. O kapu ou tabus regravam a fechada sociedade havaiana, que possuía um profundo senso de família.

TIPOS DE KAHUNAS

Kahuna ha'i'olelo: Especializado em pregações itinerantes

Kahuna ho'oulu ai: Especializado em agricultura

Kahuna kalai: Especializado em gravuras e esculturas

Kahuna kali wa'a: Construtores de canoas

Kahuna kilokilo: Pregadores; interpretam presságios observados do céu.

Kahuna lapa'au: Especializados em medicina e cura

Kahuna pule: Pregadores, pastores, sacerdotes e oradores

Kahuna pale: Especializado em desfazer a magia praticada por um mago negro

Kahuna po'i uhane: mágicas. Místico especializado em atrair e letrado na ciência da mente, aprisionar espíritos.

Kahuna ki'i: Zelador de imagens (totens, estátuas, etc). Sua atribuição era de embalar, envernizar e armazenas as imagens. responsável pelo transporte durante as batalhas à frente do chefe em comando

Kahuna na'au ao: Erudito sacerdote, que instruía iniciados e noviços dentro do conhecimento e práticas.

ARTES PRATICADAS PELOS KAHUNAS


Ho'o-pio-pio: Uso de encantamentos para levar ou trazer a morte, bem como vários eventos mágicos.

Ho'o-una-una: Arte de afastar uma entidade demoníaca espiritual em missão de morte.

Poi-Uhane: Maestria em capturar espíritos.

One-one-ihonua: Maestria em preces especiais de serviço.

Nana-uli: Arte de fazer profecias do tempo.

Kili-kilo: Adivinhação

La'au lapa'au: Sacerdotes da saúde que trabalhavam com ervas. Curavam ossos quebrados e outros traumas instantaneamente ou em alguns dias, através de preces ou processos esotéricos.

Kuhi-kuhi puu-one: Mestre de obra. Instaladores e arquitetos dos heiau ou templos.

Makani: Sacerdote dos ventos, com poderes sobre espíritos místicos.

Ho'o-noho-noho Eram condutores de espíritos de pessoas falecidas. ajudavam os espíritos a elevarem-se até a divindade.

Kahuna Haapu: Médico

Kahuna Haka: Diagnosticador

Haha paaoao: Pediatra

La'au Kahea: Psicólogo

Princípios em que os Kahunas se baseavam

A palavra ALOHA é composta de alguns princípios:

A de ala - ver a vida de forma a estar sempre alerta

L de locahi - trabalhar com unidade (corpo,mente e espírito)

O de oiaio - Honestidade

H de ha'aha'a - Humildade

A de ahonui - Paciência e perseverança

Segundo os Kahunas, quando se aprende estes princípios se encontra com Deus.

MANA

Os Kahunas acreditavam que o mana é recebido do céu através da prece. Deve-se rezar constantemente e enviar estas preces para o seu Aumakua , o espírito guardião antepassado. O Aumakua vivendo no Céu, olha por sua criança da Terra e intercede através do seu divino poder espiritual.

DUALIDADE

Para os havaianos existem duas grandes forças, a alta (boa, elevada em direção a evolução) e a baixa (baixa vibração, negativa e involutiva). Os termos aqui descritos como negativos ou positivos, está sendo usado sem definir boa ou má e simplesmente como polaridades.

O mundo material é considerado parte negativa. O mundo espiritual é considerado parte positiva. A lei do amor de deus á manifestação da unidade e da harmonia. Quando trouxemos a parte positiva, ou seja, unidade e harmonia, para a parte negativa, que é o mundo material, nós obteremos a verdade. O desejo pessoal é negativo e as leis de Deus são positivas. Quando soubermos unir o desejo pessoal e o amor juntos, aí se fará a luz! Deus nos iluminará e nós desfrutaremos a verdadeira felicidade.

POLARIDADE

Toda a vida é a união das polaridades, positiva e negativa, mas existem dois tipos de forças telúricas ou forças negativas. A polaridade negativa ou telúrica elevada que é representada pelas forças da natureza, trabalha em harmonia e em benefício da humanidade. A polaridade negativa baixa é a força telúrica de destruição e do egoísmo.

Um Kahuna deve conseguir aprender a distinguir entre alta e baixa. Ele deve aprender a controlar a baixa telúrica. Não deve voltar atrás em seu caminho, deixar-se envolver, senão estará abrindo as suas defesas para o ataque da ignorância. Caso isto ocorra ele não escapará dos baixos impulsos ficando doente pelas baixas influências.


FONTE:

Magia e Cura Kahuna - Serge Kahili King

Kahunas: os Sacerdotes Xamânicos Havaianos

A filosofia Huna era praticada por um povo milenar que viveu no Havaí, cujo conhecimento e sabedoria, já quase perdidos, começaram a ser resgatados em 1917 pelos esforços do psicólogo e pesquisador americano Max 

O termo huna em havaiano significa “segredo” e Kahunas, os guardiões do segredo, eram os sacerdotes ou xamãs, que conheciam segredos, que hoje chamamos de milagres, tais como: controlar as forças da natureza, fazer curas instantâneas, prever o futuro e mudá-lo para o bem-estar do seu povo.
Recém agora, a física quântica está descobrindo que, cada um de nós tem realmente esse potencial para desenvolver esses e muitos outros poderes.

Essa filosofia tem sete princípios básicos, conhecidos como as sete leis Kahunas. São sete palavras de muita força, consideradas mágicas e que eram usadas todas juntas como um poderoso mantra. São elas:
IKE — KALA — MAKIA — MANAWA — ALOHA — MANA — PONO
Praticar o significado de cada uma dessas palavras é o que nos levaria de encontro ao nosso poder, que está adormecido.
IKE — O mundo é o que pensamos e queremos que ele seja. A Realidade é Maya (ilusão).
KALA  Não há limites. Tudo está conectado, qualquer coisa é possível, a separação é apenas uma ilusão.
MAKIA — Tudo é energia. Mas a energia só flui onde existe a ATENÇÃO e a INTENÇÃO.
MANAWA — O momento do poder é AGORA. A energia aumenta com o poder sensorial da atenção, foco e intenção.
ALOHA — Amar é ser feliz. O amor energiza tudo, enquanto que o julgamento e a crítica diminuem a energia. Amar é ser feliz com todas as pessoas e coisas.
MANA — Todo o poder vem de dentro de nós.
PONO — Efetividade é a verdadeira medida da verdade. Sempre existe uma maneira alternativa de se fazer qualquer coisa.

Capítulo 2 - O Grande Livro do Ho'oponopono

Ciência Espírita, Psicologia e Autoconhecimento

Todo ser humano busca, em regra, a felicidade, mas a grande maioria não sabe onde encontrá-la. Pensa-se que ela é a simples satisfação dos desejos materiais: ter a mulher ou o homem mais bonito ao lado, ter o melhor apartamento, ter o melhor carro, ter as melhores roupas, ter mais conhecimento. Ter, ter, ter… Ter todas essas coisas pode trazer prazer e não se quer demonizá-las de forma alguma.
Ao se tratar de questões morais, espirituais e afins, que costumam ser muito complexas, é necessário, como sempre defendemos neste blog, fugir dos extremos. A beleza física não é tudo, é mais superficial do que a beleza interior, mas tem a sua importância neste plano material, físico, sustentando muitas relações afetivas, sobretudo no início, por meio da atração, da química e de um melhor sexo. Ter bens materiais garante saúde financeira, dá mais segurança e permite ao ser que possa ajudar mais pessoas.  
Segundo Osho:
“E o que a pessoa faz quando luta com a sua sexualidade, com a sua raiva, com a sua ganância? Continua jogando-as no inconsciente, na escuridão do porão, e achando que, ao deixar de vê-las, está se livrando delas. No entanto, não está se livrando…” (O Livro do Ego, p. 163).
A repressão ao animal dentro de cada um tende a causar sérios problemas. Não é assim que se deve trabalhar para obter felicidade ou ascensão espiritual, que não deve ser fim, mas mera consequência de uma vida bem vivida, com equilíbrio e despertamento de consciência. Bem mais do que ter, deve-se buscar ser, não reprimindo nem o animal, nem o divino dentro de cada um.
Um risco que se tem ao buscar a felicidade é pensar que ela se encontra na santificação, quando a ampla maioria dos seres na Terra, encarnados ou desencarnados, estão longe de serem santos, ou anjos, tendo em vista que, como falado pelos Espíritos, o estágio atual do planeta é de transição de um mundo de provas e expiação para um de regeneração, longe ainda de um mundo de perfeição.
O mundo de provas e expiação é o segundo nível, que vem logo após o mundo primitivo, aquele inicial, no qual os seres ainda estão bastante embrutecidos e, provavelmente, mal articulam linguagem. Sendo assim, a Terra está no final da primeira fase em que o homem se torna um pouco mais inteligente, estuda a ciência, desenvolve tecnologias, entende um pouco a consciência e descobre práticas para despertá-la.  
Precisamos ser humildes e compreendermos: estamos num estágio atrasado, se compararmos com o momento de seres dos próprios planetas que estão no nosso sistema solar ou com seres que vivem em outros sistemas, os quais sequer têm um corpo físico como o nosso, tendo já se sutilizado por muito mais milhares de anos de trabalho do que nós e, ainda assim, eles não se tornaram anjos.
Duas das grandes dificuldades de o ser humano encontrar a felicidade é não saber onde encontrá-la e achar que é muito mais desenvolvido do que realmente é, sendo que uma dificuldade interfere a outra.  
Se não soubermos onde encontrar o que procuramos, ficaremos perdidos, buscando aquilo que não traz a verdadeira felicidade, ou seja, a paz de espírito, a segurança interior, a serenidade, a compreensão do outro, o amor. Se acharmos que já estamos próximos ou que já encontramos uma felicidade plena, ou que temos poucos defeitos, não iremos mais procurá-la ou, novamente, procuraremos de forma errada.
Há grande conexão entre a Ciência Espírita, as filosofias espiritualistas e um dos fins principais da Psicologia, que é o autoconhecimento e a solução de nossos problemas morais e emocionais, para que tenhamos uma melhor compreensão da felicidade e do nosso próprio caminho, que não é igual ao de nenhum outro ser, para chegar lá.  
Quando se fala em autoconhecimento, nota-se uma sensação nas pessoas de “sexo dos anjos”, de algo esotérico, abstrato, que soa bonito, mas que não tem muito efeito prático. Ela advém do desconhecimento do que seja autoconhecimento e do que ele pode proporcionar.
A tarefa dos Espíritos que guiam encarnados é, em grande monta, ajudá-lo a se conhecer melhor e a avançar nos seus defeitos. Estudar cientificamente os Espíritos e suas relações conosco envolve, portanto, construir uma Psicologia Espiritual, que “alimente” a ciência da Psicologia conhecida na Terra.
Uma melhor compreensão desses temas ocorre com práticas que levem ao autoconhecimento, com o sentir que houve uma melhora e que, anteriormente, por não se conhecer bem, cometia-se diversos erros. A terapia pode ajudar bastante, pois permite que o indivíduo, guiado por um profissional tecnicamente habilitado, coloque para fora suas mágoas, dores, fraquezas, dúvidas etc., procurando ir mais fundo na sua consciência, compreendendo defeitos e qualidades, deixando de reprimir o animal e de se afastar do divino dentro de si.  
Um dos grandes erros de muitas religiões, e aí se inclui uma visão que boa parte do movimento espírita sustenta, é procurar esconder a treva (ou o mal) que existe dentro de cada um e se mostrar como santo para si mesmo e para os outros, quando o objetivo deveria ser exatamente entender esse mal e trabalhá-lo. Ao escondê-lo, não se autoconhece e se camufla. Osho brilhantemente explica o seguinte:
“A solução mais simples que apareceu repetidamente ao longo dos séculos é a seguinte: reprimir o animal. É a mesma solução. Ou, então, reprimir o divino, através da violência, através do sexo, através das drogas, ou seja, esquecer o divino. (…) Então, a segunda questão que vem à mente é a seguinte: reprimir o animal, esquecer o animal, mas manter o animal no fundo e não olhar para ele. Jogá-lo no fundo do porão do seu inconsciente, de modo que a pessoa não possa se deparar com ele no seu dia a dia, de modo que não o veja.
O homem pensa quase da mesma forma que o avestruz. O avestruz acha que ele não pode ver o inimigo, que o inimigo não existe. Por isso, quando o avestruz se depara com o inimigo, simplesmente fecha os olhos. Ao fechar os olhos, acha que, naquele momento, não há mais inimigo, porque não pode vê-lo” (O Livro do Ego, p. 160).
O ser humano que se diz espiritualizado deve parar de se esconder dos seus defeitos, ou ele evoluirá muito menos do que poderia, apesar de viver fissurado nisso. Ao tentar cobrir os seus defeitos com palavras suaves quando se está dentro do templo religioso, com trabalho exagerado e com outros subterfúgios, muitas vezes se deixa de realizar a missão reencarnatória.
Os indivíduos criam ilusões de que tais e tais atividades lhes levarão ao Céu e, assim, executam aquilo como se elas os tornassem santos, mas é tudo uma grande ilusão. Falar suave, se for o caso, deve ser algo natural, e não forçado em um determinado momento do dia. Há momentos em que ser espiritualizado é falar duro, combater injustiças e não permitir que os outros façam o que querem em detrimento do direito do seu próximo.
Tornar-se sábio exige, portanto, muito mais profundidade de consciência do que vestir uma máscara dentro de religiões, por mais que o indivíduo pratique uma suposta caridade diariamente, outro tema complexo. Pensa-se que simplesmente, por meio de alguns trabalhos para os outros, se cumpriu a missão reencarnatória, quando, às vezes, ela não tinha nada a ver com aquilo.
Se todos vivessem dentro de templos religiosos praticando a tal “caridade” todos os dias, quem iria governar os países, os estados e os municípios? Quem iria produzir o que comer? Quem cuidaria dos doentes? Quem defenderia a lei? Cada um vem à Terra com diversas missões pontuais, muitas delas relacionadas ao autoconhecimento e melhoramento de si próprio, e outras ligadas a ajudar familiares, amigos, pessoas que passam em nossas vidas, e não necessariamente com o trabalho em um templo religioso.
Aqueles que têm grandes missões são, em regra, os missionários, Espíritos muito elevados que se destacam facilmente. Um dos grandes problemas de muitos espiritualistas é achar que são missionários, que a mediunidade é um superpoder, que o conhecimento espiritual adquirido por ele lhe faz melhor do que os outros.
“O sujeito quer realmente que eu faça isso por ele?” O desespero por ajudar pode ser tanto que se termina atrapalhando. Às vezes, ajudar é ficar de fora, respeitar, apenas orar por alguém. E quando damos esmola e incentivamos o sujeito a ficar na pobreza? Isso é caridade? Não seria melhor ensiná-lo a pescar e transformar a sua vida?
Como tudo, a caridade é muito mais complexa do que se consegue enxergar e emana uma profusão de questões complicadas, as quais precisam ser avaliadas com cuidado ao longo da encarnação.
Não se confunda o que aqui se pretende aclarar. O trabalho caritativo realizado em movimentos religiosos é algo engrandecedor, pois, além de ajudar necessitados, pode ser uma parte importante do processo de desenvolvimento de amor, humildade e outras faculdades essenciais.

Ajudar o próximo, quando ele precisa e quando ele quer, é algo lindo e que se deve estimular. Ajudar o próximo com discernimento, sem ter como causa primária a busca por elevação espiritual, sem pensar em qualquer tipo de retorno, deve ser o objetivo.
Alerta-se aqui acerca da ilusão criada por muitos espíritas de que os trabalhos de distribuição de sopa, de desobsessão espiritual e outros irão necessariamente “salvá-los” e levá-los à categoria de santos ou quase isso. É ilusão grave, que pode causar dissabores na desencarnação. Não é à toa que muito se ouve falar sobre espíritas praticantes estarem dando trabalho ao chegar no plano espiritual. Eles entendem que deveriam ter regalias, pois, afinal, são, em sua visão, espiritualizados e caridosos.   
Às vezes, o indivíduo cria débitos simplesmente ao votar errado pensando apenas em si, e não em toda a sociedade; cria débitos ao focar demais no centro espírita e deixar sua família de lado; cria débitos ao desrespeitar os colegas no centro espírita; cria débitos por reagir mal ao se sentir criticado; e assim por diante.
É por essas e outras razões que os Espíritos defendem tanto a importância do estudo, porém, mesmo assim, muitos lhe atribuem relevância secundária. Não entendendo bem a si mesmo, aquilo que se busca e o que está por detrás dos ensinamentos dos mais diversos Espíritos, fica mais difícil crescer moralmente.
Muitos espiritualistas exageram numa humildade de fachada, quando não percebem dentro de si enormes defeitos por acharem sua filosofia melhor do que as demais ou por ser acharem santificados. Fugir de elogios é sinal de humildade ou medo de se envaidecer com eles? Maturidade espiritual não seria recebê-los educadamente e ser capaz de não se transfigurar emocionalmente com eles?  
Querer ser santo é sinal quase sempre de querer ter poder. É querer se tornar logo um ser mais elevado do que os demais. É querer se sentir e/ou parecer aos demais angelical, superior, poderoso. Ninguém deve procurar ser santo. Deve-se buscar ser bom, melhorar aos poucos a cada dia, sem se comparar com os demais, respeitando a cada um acima de tudo.

É por essas e outras que nossos guias espirituais nos fazem passar por situações bem difíceis, mesmo apesar de nos julgarmos quase santos. Pensamos: “ora, se estudo a espiritualidade quase todos os dias, se pratico a caridade quase todos os dias, por que ainda sofro?”
O sofrimento é opcional. Situações desafiadoras e aptas a causar dor sempre existirão em mundos de provas e expiações, e mesmo de regeneração, não se enganem. Sofrer, ou sofrer mais, ou sofrer menos, é opção de cada um, mas que está ligada ao autoconhecimento, à paz de espírito que o indivíduo já conquistou, ao seu equilíbrio emocional, que depende de uma consciência mais desperta. Então, não é totalmente opcional, pois, onde ainda há muita instabilidade emocional, o sofrimento é mais provável.
O autoconhecimento, que pode ser buscado pela meditação, pela Yoga, pelo Tai-Chi Chuan, pelo estudo cuidadoso de variadas ciências e filosofias espiritualistas, por terapias e por vários outros métodos, é, assim, um passo fundamental para o progresso moral, para a tal da reforma íntima, que é lenta. Num estágio como esse, acreditar que já se reformou moralmente em alto nível é sinal claro de orgulho e de arrogância, que deveria fazer o indivíduo rever sua ideia.
Não é o caso de se deprimir e pensar que somos seres horríveis. Isso é imaturidade espiritual. Reconhecendo que somos seres criados iguais, todos especiais e que temos o divino dentro de nós, por mais desviados que estejam alguns ainda hoje, basta cada um procurar se entender, identificar melhor os defeitos e trabalhá-los.
Isso ajuda entender também que falar em seres trevosos, em maus e afins é um desrespeito com aqueles que estão apenas na ignorância ou revoltados com a Lei.
A maior caridade que se pode fazer é se melhorar e emanar luz para quem está em volta. Aumentando a sintonia, as oportunidades de ajudar os outros aparecerão normalmente, pois os nossos guias e dos que necessitam providenciarão isso. Sair desvairadamente trabalhando em centros espíritas, umbandistas ou quaisquer outros não vai resolver muita coisa, ainda que os trabalhos em benefício do próximo sejam de grande importância e esquecidos por muitos espiritualistas.   
Não se deve reprimir o animal, diz Osho. São milhares de anos de reencarnações como animal, como Espírito imaturo. Não se pode achar que, em uma vida na Terra, todo o trabalho será feito e que iremos direto para o colégio apostólico, ou mesmo para uma colônia espiritual em dimensão acima de Nosso Lar, quando chegarmos ao plano espiritual. É uma ilusão na qual muitos religiosos acreditam.
A obsessão por ser santo é uma verdadeira obsessão espiritual, que acontece do ser para com ele mesmo, atraindo, assim, obsessões de outros Espíritos, que se aproveitam daquela fragilidade orgulhosa, vaidosa, arrogante.
Ao mesmo tempo, essa obsessão causa culpa, algo típico dos religiosos, que se julgam e julgam os outros, que não procuram a melhoria com serenidade, com leveza, que não buscam a meditação. Ao reprimir o animal, ao esconder o mal e ser desafiado pelo dia a dia, quase sempre com ajuda ou consentimento dos guias, o indivíduo se culpa pelos erros e sofre.

Ele percebe que não é santo ou não percebe, mas nota que um santo não faria aquilo e entra em crise emocional por conta das suas falhas morais, algo comum em religiosos e espiritualistas em geral que ainda não adquiriram consciência suficiente para se respeitar e respeitar os demais como são.
Não entenda o leitor que o autor está se achando um santo e imputando equívocos a todos os demais. Ele mesmo passa ou já passou por situações aqui listadas. Vários enganos lhe foram causados por uma prática mal feita do Espiritismo. O objetivo aqui é compartilhar a experiência e ajudar os outros para que não cometam erros semelhantes.
Como todo sistema de conhecimento, o Espiritismo, apesar de amplo, organizado e extremamente enriquecedor, é repleto de pontos cegos e de distorções causadas pelos próprios espíritas. Daí porque é muito importante cruzar filosofias espiritualistas distintas para se chegar a ideias mais consistentes, mais complexas, e consequentemente a um estado de consciência mais sereno e profundo.
A complexidade do universo exige um aprofundamento sereno em tudo o que existe, inclusive em nós mesmos. O equilíbrio é como um fim quase inatingível, do qual o ser vai se aproximando lentamente por conta de experiências e estudos que vão lhe abrindo novas perspectivas.
Que todos nós possamos expandir os nossos horizontes, nos conhecer melhor e progredir com serenidade.