terça-feira, 23 de junho de 2020

Significado de Déjà Vu


Déjà vu, pronuncia-se Déjà vi, é um termo da língua francesa, que significa “já visto”. Déjà vu é uma reação psicológica que faz com que o cérebro transmita para o indivíduo que ele já esteve naquele lugar, sem jamais ter ido, ou que conhece alguém, mas que nunca a viu antes.

Déjà vu é uma sensação que surge ocasionalmente, ocorre quando fazemos, dissemos ou vemos algo que dá a sensação de já ter feito ou visto antes, porém isso nunca ocorre. O déjà vu aparece como um “replay” de alguma cena, onde a pessoa tem certeza que já passou por aquele momento, mas realmente isso nunca ocorreu.

O déjà vu ocorre porque o cérebro possui vários tipos de memória, como a memória imediata, que é capaz de repetir um número de telefone e depois esquecê-los. A memória de curto prazo dura algumas horas e a memória de longo prazo, que dura meses ou até anos. O déjà vu é na verdade, uma falha no cérebro, onde os fatos que estão acontecendo são armazenados diretamente na memória de longo ou médio prazo, quando o correto seria ir para a memória imediata, dando assim a sensação que o fato já ocorreu antes.

O que significa Insight

Insight é um substantivo com origem no idioma inglês e que significa compreensão súbita de alguma coisa ou determinada situação.

insight também está relacionado com a capacidade de discernimento, pode ser descrito como uma espécie de epifania. Nos desenhos, o insight é representado com o desenho de uma lâmpada acesa em cima da cabeça do personagem, indicando um momento único de esclarecimento em que se fez luz.
Um insight é um acontecimento cognitivo que pode ser associado a vários fenômenos podendo ser sinônimo de compreensãoconhecimentointuição.
 Algumas pessoas afirmam um insight é a perspicácia ou a capacidade de apreender alguma coisa e acontece quando uma solução surge de forma repentina.
Esta palavra, que surgiu no inglês arcaico, é formada pelo prefixo in, que significa "em" ou "dentro" e a palavra sight que significa "vista". Assim, insight pode significar "vista de dentro" ou ver com os olhos da alma ou da mente.

Insight na Psicologia

Insight é um conceito muito relevante na Psicologia da Gestalt. Indica a apreensão da verdadeira natureza de uma coisa, através de uma compreensão intuitiva.
Também remete para uma visão mental ou discernimento que capacita ver situações ou verdades que estão escondidas. Muitas vezes é essencial para resolver problemas de relacionamentos, sendo que na psicoterapia um insight permite reconhecer as causas de dificuldades emocionais.
insight também entra no campo da introspecção e autoconhecimento, pressupondo um conhecimento daquilo que motiva o comportamento, pensamento ou ação do indivíduo.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Quem Foram os Druidas?

Pintura "Druids of Ole England" de Joseph Martin Kronheim (1810–96).



Presentes em diversos contos místicos, jogos de RPG e fábulas milenares, os druidas foram pessoas que viveram na Europa Antiga, mais especificamente nas regiões do Reino Unido, França, Espanha e Portugal. Estes povos desempenhavam diversas funções intelectuais e divinas dentro da sociedade celta.

Existem relatos da prática do druidismo que contam mais de 3.000 anos atrás. Estudiosos apontam que eles foram filósofos, professores, juízes e sacerdotes que dominavam os saberes acerca do mundo natural e das tradições do povo celta, sendo também mediadores entre os humanos e os deuses.

Significado de druida

Conhecedor do carvalho” ou “vidente do carvalho” são os significados mais sustentados por estudiosos para a palavra druida. Ela foi apontada por Plínio, o Velho, importante historiador romano. Em seu livro História Natural, escrito em 77 d.C., ele revelou as raízes da palavra para esta definição.
Estátua de um druida presente em Croome Park na Inglaterra.
Considerada a árvore das árvores, o carvalho se destaca dentro de uma floresta. Os druidas se reuniam em bosques de carvalho, pois consideravam estas árvores sagradas. Dessa forma, ser o “conhecedor do carvalho” era ser o conhecedor supremo sobre as demais árvores e sobre a natureza.
Contudo, o significado etimológico da palavra druida não é conclusivo, sendo apontado no Dicionário Etimológico da Língua Inglesa também como “feiticeiro” e “mágico”.

Qual era o real papel dos druidas na sociedade celta?

Pouco se sabe sobre a real cultura dos druidas. Isso porque a tradição deste povo celta era passada oralmente e os documentos escritos são em sua maioria de outros povos, como os da Grécia e Roma Antiga, além de poucas evidências arqueológicas ambíguas.
Ilustração que retrata druidas sendo atacados por romanos.
Thomas Pennant (1726-1798).
Uma das fontes escritas mais confiáveis sobre os druidas é de Júlio César. O Imperador romano pode ter sido um dos únicos escritores sobre este povo que realmente encontrou estas pessoas. No texto Comentário sobre a Guerra Gálica, que revela os conflitos que aconteceram entre os anos de 58 a.C. e 51 a.C., ele relata:
Os druidas estão no comando da religião. Eles têm o controle dos sacrifícios públicos e privados e dão conselhos sobre todos os assuntos religiosos. Um número grande de jovens recorrem a eles para instrução, e eles são muito honrados pelas pessoas.
Além destas funções religiosas, onde serviam como verdadeiros sacerdotes, os druidas também tinham grande poder nas questões políticas da sociedade. Eles eram tidos como videntes que aconselhavam reis sobre as mais diversas decisões e mediavam situações de conflito.
Para você ter uma ideia do poder e influência dos druidas naquela época, estas pessoas não pagavam impostos, tal como as instituições religiosas atualmente. Eles estudavam filosofia natural, astronomia e a sabedoria dos deuses, sendo que alguns passavam até 20 anos em treinamento.
Uma das principais doutrinas dos druidas era de que a alma era imortal e no processo de reencarnação, ela seria passada de uma pessoa para outra. Rituais de sacrifícios de animais e de pessoas também são encontrados nos escritos romanos.
É importante ressaltar, contudo, que os druidas foram perseguidos e reprimidos em toda a Europa durante o Império Romano. Isso nos faz entender o porquê de eles terem sido retratados de forma exagerada e, por vezes, sendo considerados um povo bárbaro e carrasco nestas escrituras.

Druidismo moderno pelo mundo


  • Exemplo da clássica representação dos druidas em estilo fantasia para jogos de RPG e videogames.: Triplo círculo, espiral tripla ou triskle celta, este símbolo reflete a relação animista, ou seja, referente à alma para o povo celta. Eles acreditavam que era um símbolo solar antigo, responsável pela evocação dos quatro elementos da natureza: água, terra, fogo e ar.
  • Awen: Símbolo sagrado e muito utilizado por druidas modernos é o chamado Awen. Este símbolo carrega uma profunda energia para o despertar da criatividade, inspiração divina e das artes. Os druidas utilizam este símbolo para prover bençãos em suas vidas e em seus entornos.
  • Vesica Piscis: Também chamado de vesícula de peixes, este símbolo representa a união entre a terra e o céu, entre o homem e a natureza, entre o masculino e o feminino, entre a luz e a escuridão.

Druidas em jogos de RPG

Exemplo da clássica representação dos druidas em estilo fantasia para jogos de RPG e videogames.

Nos jogos de RPG (role-playing-games), os druidas aparecem com frequência como personagens importantes para contar uma história. Devido ao misticismo criado através das histórias e sagas mitológicas, os druidas são normalmente descritos nestes games como senhores de barba branca que possuema habilidade de utilizar magia por meio de sua forte ligação com a natureza.
Os poderes dos druidas em jogos de RPG normalmente incluem:
  • Magias auxiliadas pelas forças da natureza;
  • Transfigurações em animais;
  • Poderes de cura;
  • Mudanças de climas;
  • Controle sobre animais;
  • Invocações poderosas de elementos da natureza.
O jogo mais famoso a trazer esses personagens foi sem dúvida Dungeons & Dragons, também conhecido como D&D. Nele, os personagens druidas reverenciam a natureza e buscam o equilíbrio ecológico do mundo, utilizando magias advindas da natureza ou de um poder divino para darem vida e jogarem com os seus heróis.

Druidas famosos na literatura e mitologia

Presentes especialmente na literatura medieval e na mitologia irlandesa, os druidas são personagens recorrentes em histórias fantásticas, onde existe normalmente uma pitada de magia e mistério.
O único druida registrado por nome foi Diviciacus que é descrito pelo Imperador Romano Júlio César como um “senador”. Alguns estudiosos apontam que seu nome pode carregar o significado de “vingador”.
Abaixo, citamos cinco famosos druidas da literatura:
  • Merlim: o mais famoso de todos os magos, Merlin apareceu nas histórias do Rei Arthur que datam obras do século XII. Desde então, ele esteve presente em diversas outras histórias fantásticas, sendo citado como um grande mago e feiticeiro.
  • Amergin Glúingel: este foi um importante druida do povo Milesianos presente na mitologia irlandesa cujas menções aparecem em diversos poemas mitológicos.
  • Bodhmall: druidesa presente no ciclo feniano da mitologia irlandesa.
  • Cathbad: chefe druida da corte do rei Conchobar presente no ciclo Ulster da mitologia irlandesa.
  • Mug Ruith: druida cego presente na mitologia irlandesa que possuía enormes poderes como crescer em tamanho.

A série Merlin (2008-2012) contou histórias do mago druida mais famoso de todos os tempos e do Rei Arthur.
Muitos druidas modernos ainda utilizam vestimentas brancas
e cajados em rituais e celebrações.

Inspirados pelas tradições, doutrinas e ensinamentos dos druidas antigos, o druidismo moderno pode ser encarado de algumas formas diferentes ao redor do mundo. Ele pode ser visto como uma religião, uma prática espiritual, uma filosofia ou mesmo um modo de vida para pessoas que querem praticar as lições dos druidas.
Fundamentalmente pagãos (pois acreditam na sacralidade da natureza), os druidas modernos podem ser encontrados, especialmente, na Europa. Contudo, as doutrinas modernas chegaram a outras regiões do mundo como a Austrália e o Brasil, onde encontros são realizados, especialmente, para o fortalecimento da amizade entre os praticantes.
Em sua raiz, o druidismo moderno se firma na conectividade e na inspiração através da natureza. Para os druidas, a existência humana tem uma forte ligação com o mundo natural e eles celebram a natureza individualmente ou por meio de encontros e rituais entre os membros.
Druidas em um ritual de celebração em Stonehenge.
O local mais famoso de rituais druidas é Stonehenge, no Reino Unido. Por muito tempo, acreditou-se que os druidas foram os responsáveis pela construção da gigante estrutura de pedras. A partir do século XVII, grupos de druidas começaram a realizar cerimônias para celebrar o solstício de verão naquele lugar.
Contudo, arqueólogos modernos acreditam que a intrigante estrutura surgiu muito antes dos druidas, datando 2.000 anos anterior a existência destes grupos. Seja como for, até hoje, os druidas modernos se reúnem em Stonehenge para diversas celebrações e encontros com danças, poesias e atividades de harmonização com a natureza.

Símbolos druidas e seus significados

Existem diversos símbolos druidas antigos e modernos que possuem significados místicos para este povo. Alguns são utilizados como amuletos para atrair certas forças naturais e muitos são tatuados pelas pessoas com os mais diversos propósitos.
Abaixo, destacamos três símbolos druidas muito populares atualmente:

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Os Kahunas

Os sacerdotes Kahunas do Hawaii eram considerados os guardiões dos mistérios e já possuiam, há cinco mil anos atrás, os nossos modernos conhecimentos da psicologia da alma. Criaram sua própria filosofia "HUNA" e, por meio de sua medicina, foram capazes de curar qualquer doença. Caminhavam sobre as lavas incandescentes e atuavam sobre as condições meteorológicas. Até hoje os nativos cultuam essa sabedoria ancestral.

Os Kahunas e sua Magia




Muito embora o que vamos relatar seja de esclarecimento recente ao mundo ocidental (início do século), a Huna é uma ciência com certeza mais antiga que os segredos Babilônicos e Egípcios.

A tradição nos traz as lendárias doze tribos que certa vez viveram no deserto do Saara, quando este, ainda era uma terra fértil e cortada de rios. Após vários séculos os rios secaram e as tribos por razão de subsistência mudaram para o vale do Nilo, uma vez lá, vieram a embriagar todos os outros povos com sua magia. Previsto um longo período de escuridão intelectual onde o "Segredo" corria o risco de se perder, as tribos decidiram partir deixando que o tempo se incumbisse de preparar sua volta para o mundo. 

Onze dessas tribos, após uma exploração psíquica, decidiram por viajar para o leste onde várias ilhas do Pacífico eram desabitadas. Começaram sua jornada atravessando o mar Vermelho, dai ao longo da costa Africana ou Índia. Após vários anos os da décima segunda tribo por razão ainda não esclarecida, decidiram por voltar e ocupar a região onde hoje chamamos de Montanhas Atlas ao norte da África. A história não reserva muitos detalhes sobre a viajem a não ser que prosseguiam com incrível determinação de terra para terra em grandes canoas duplas. Em determinado momento foram encontradas as oito ilhas Havaianas, que rapidamente foram reconhecidas como a terra prometida de seus antepassados.

As equipes de exploração voltaram as ilhas mais próximas a fim de levar o restante das tribos que la permanecera para descanso. Arvores, plantas e animais foram transportados subsequentemente a medida que as tribos iam se instalando no Havaí, um longo período de isolamento se seguiu.

As evidências sobre esta jornada cada vez mais se cristalizam na medida em que algumas palavras costumes e crenças são de fácil identificação seguindo uma mesma diretriz, estes casos se espalham desde o Pacífico até o Oriente próximo.

Madagascar também as possui indicando ter tido contato com algum povo de origem polinésica, até no Japão moderno são encontradas palavras e idéias polinésias.

Contudo faltava até pouco tempo atrás, um elo comprovatório sobre a real existência das doze tribos, e isto só foi possível quando um jornalista aposentado chamado Willian Reginald Stewart reconheceu no livro "RECUPERANDO A MAGIA ANTIGA ", publicado pela Rider & Co, em Londres no ano de 1936 uma série de palavras muito semelhantes as que ele próprio havia verificado em sua juventude quando por vários meses permaneceu na Bérbéria (Montanhas Atlas-Norte da Africa) acompanhando uma equipe de exploração de uma companhia petrolífera.

Durante sua estada, William ouvira falar muito sobre determinada tribo Bérbere e seus mágicos, e entrando de férias contratou um guia e partiu a procura da tal tribo. Para sua sorte não só encontrou o acampamento como de cara "caiu nas graças" de seu lider religioso, porém só as custas de muita persuasão foi aceita sua permanência para que obtivesse o direito de aprender o "grande segredo".

Apesar da dificuldade com a língua, já havia se passado alguns meses e William seguia firme em seu propósito e cada vez mais atraia a simpatia e interesse de Lucchi a líder religiosa que devotava boa parte de seu tempo em repassar seu conhecimento ao jovem Inglês. A história e as bases filosóficas da religião ja haviam sido aprendidas e tudo corria bem, quando numa tarde confusa o acampamento foi invadido por dois outros grupos do vale abaixo causando várias mortes entre as quais Lucchi que fora alvejada de forma certeira no coração.

O inglês vendo-se impedido de concluir seu treinamento, recolheu seus pertences e anotações e voltou para Inglaterra. Após 30 anos, impelido pela dúvida e a curiosidade que lhe acompanhara quase toda vida, voltou aquelas anotações que amareladas pelo tempo reservavam para o mundo uma comprovação de inestimável valia. 

Apenas como exemplo desta incrível comparação procedida por William, a palavra Havana para "Kahuna" entre os Bérberes aparecia como "Quauna" o termo usado para mulher Kahuna é "wahini" contra "quahini" no dialeto Bérbere. A palavra usada para Deus, nos dois idiomas são: "akua" e "atua". Além de uma longínqua similaridade física foram encontrados também ritos e costumes semelhantes. O que na opinião de Max Freedom Long, o grande responsável pela difusão mundial da ciência Kahuna, comprova decididamente que os antepassados Kahunas habitaram o norte da África.

Quando Kane se refere a Deus, trata-se de uma referência ao eu-deus de cada um de nós.
Os Kahunas também reconhecem uma Divindade ou um Deus supremo, infinito seu nome é KUMULIPO, a mesma palavra usada para a Canção da Criação e que pode ser traduzida como"fonte de vida".

KUMULIPO é considerado imanente na natureza e a unicidade entre todas as coisas é aceita como básica. Como vivem nessa realidade física os Kahunas sentem que este mundo é o objeto mais prático para estudo e desenvolvimento.

A visão que um Kahuna tem desse mundo é muito mais ampla do que a visão tradicional da cultura ocidental. E sua percepção do mundo envolve pontos de vista de vários estados de consciência., por isso eles acham que há muito pra se trabalhar no aqui e agora,e não ficam perdendo tempo em especular sobre a natureza de Deus.

Os Espíritos


O deus pessoal, ou eu-deus (Kane ou Aumakua), não é limitado a humanidade, na filosofia kahuna. Como Deus está em tudo (ou tudo está em Deus - os Kahunas concordam com as duas premissas), tudo tem uma forma própria de percepção. Num sentido profundo tudo é vivo, ciente e responsivo. E tudo até mesmo aquilo que os cientistas consideram matéria morta, tem um Eu Superior com o qual se pode comunicar conscientemente. 

A comunicação inconsciente, ou a telepatia subconsciente está sempre ocorrendo entre nós e o ambiente, porque é a forma primária com a qual o mundo interage consigo mesmo. Um exemplo seria como as plantas reagem a dor ou ao prazer de outros seres vivos ao seu redor, os animais também. Nós humanos temos o potencial para a comunicação telepática consciente, deliberada, com qualquer coisa e portanto o potencial para influenciar propositalmente o ambiente através de meios não físicos. Daí vem a idéia de que existem identidades-deus (aumakuas ou akuas) para grupos de coisas, assim como para os indivíduos, e de que a essência grupal é maior do que as suas partes.

Assim uma árvore tem seu próprio Aumakua e a floresta, da qual ela faz parte também. O mesmo acontece no mundo e além dele. Antigamente um kahuna pedia permissão ao espírito de uma árvore antes de cortá-la, ao espírito de um vale antes de atravessá-lo. Pedia permissão ao mar antes de surfar ou pescar. Ele fazia isso por respeito "a fonte" que vivia em tudo, para garantir cooperação. Hoje um kahuna pode falar com seu carro ou sua casa da mesma maneira, e usar o mesmo conceito em seu trabalho de cura.

Os kahunas reconhecem formas-pensamentos, manifestação de campos de energia, complexos aparecendo como personalidades separadas, efeitos de extrema sensibilidade telepática ou clarividente, o equivalente dos anjos.

A Filosofia Huna não inclui a ideia de verdadeiros diabos, demônios ou espíritos dos mortos vagando. Estes são vistos como formas-pensamento criadas conscientemente ou inconscientemente, ou manifestações de complexos negativos.

O Homem Trino

Na filosofia e psicologia kahuna, o homem é um ser espiritual com três aspectos representados por Kane, Ku e Lono. Os três na verdade funcionam como um Kanaloa, e nesse estado o homem também é capaz de expressar seu total potencial. Muitas vezes pode acontecer a desunião entre Kane , Ku e Lono é o que a gente chama de desequilibrio. 

O corpo o intelecto e o espírito tem que sempre trabalhar juntos em sintonia. você fica fora de sintonia e para retornar a esse estado de equilíbrio tem que aprender a reunificar Lono e Ku(o intelecto e o corpo), o consciente e subconsciente. Quando isso acontece sua percepção fica mais aflorada.




Boa parte da filosofia kahuna está incorporada na chamada "Canção Criação", também conhecida como Kumulipo, que é o termo mais próximo de uma "bíblia" kahuna que conhecemos hoje. Originalmente foi parte de uma tradição oral passada aos kahunas treinados em memória perfeita, ela provavelmente foi compilada mais ou menos na forma atual em 1700 pelo kahuna Keaulumoku. Todas as poucas traduções feitas foram as de um manuscrito de propriedade do rei Kalakaua, que tinha muito interesse em preservar a cultura havaiana inclusive os segredos da Huna e e função dos kahunas como xamãs.

Na filosofia kahuna tanto o mundo espiritual quanto o material ganham forma graças a uma interação entre forças relativas, frequentemente representadas por um homem e uma mulher. Para cada deus no panteão havaiano há um correspondente feminino para ajudar com a criação. Muitos são mencionados na sete primeiras seções do Kumulipo, junto a versos que parecem contar a formação da vida animal e vegetal na Terra.

As entoações ou seções oitava e nona aparentemente falam do nascimento do homem para a percepção consciente e de sua multiplicação sobre a Terra. O resto do total de 16 seções na versão Kalakaua parece ser basicamente genealogias, exceto pelo relato do relato do herói Maui.

Como Os Kahunas Vêem Deus?


Deus é uma realidade que foge ao nosso entendimento; não conseguimos apreender a Causa Primeira e por isso, não deveríamos ter tanta preocupação em buscá-Lo, mas sim, conseguir uma maneira de viver e sentir que, se formos capazes de uma fé do tamanho de um grão de mostarda, removeremos montanhas e, que se nosso agir, pensar e sentir estiver no caminho da retidão, Ele virá ao nosso encontro como uma bênção e nos ajudará a remover nossas montanhas internas. Ele é o Supremo Ser, o que soprou vida no universo criando tudo e todos e Suas leis estão manifestadas em tudo.

Nossa função é dar os passos no caminho que descobriremos ao abrir nossas mentes para que o Eu Superior, que faz parte do ser humano possa atuar em beneficio de nosso crescimento e evolução. 
Sendo criados à Sua imagem e semelhança nada temos a temer a não ser permanecermos na inanição que a nada conduz.

Existe um Deus na mitologia havaiana do qual falamos, mas não devemos confundir esse Deus com o das doutrinas religiosas vigentes que é pai, mas também é um ser que nos pressiona obrigando-nos ao medo, que conduz à culpa e causa sofrimento. Deus não pode ser alguém que nos leva ao sofrimento para depois nos proporcionar o prazer.

Nossa intenção deve ser focalizada no sentido de procurarmos harmonizar nosso subconsciente (unihipili) com o consciente (uhane), não nos preocupando com as coisas que julgamos ser transcendentais, a não ser, aqueles que já adquiriram uma compreensão maior de si mesmos e são capazes de vislumbres do Eu Superior (Aumakua). 

Essa é a situação de quem conseguiu a paz e a harmonia entre subconsciente (unihipili) e consciente (uhane) e que agora poderá sentir o que Jesus disse: “Se dois viverem em paz e harmonia na mesma casa, dirão à um monte “sai daqui !” – e ele sairá . Esse tornou-se um simples transeunte na vida.

Quem São Os Kahunas?



Os kahunas são sacerdotes havaianos que há 5 mil anos praticam a magia Huna - A Ciência do Bem Viver. 

Esta filosofia mostra que o mundo e a vida se transformam conforme nossos Desejos e nossas Ações.

O Princípio desta filosofia se resume na palavra ALOHA.

Na linguagem havaiana ALOHA significa:

" Os Jubilosos Compartilham A Energia Vital No Presente". Ou seja: Todos nós possuímos aqui e agora, a energia necessária a realização dos nossos objetivos.

Portanto mais que uma filosofia , ALOHA é uma técnica simples e eficaz que nos permite manifestar nosso poder interior em todos os aspectos da nossa vida.



AQUELES QUE DETEM O SEGREDO !

"Dono do segredo", "transmissor do segredo", "perito que faz", não necessariamente havaiano.

Um kahuna é um xamã que mergulha na vida com sua mente e sentidos, desenvolvendo o papel de co-criador. Os antigos kahunas viviam em pequenas comunidades e aprendiam principalmente como lidar com fenômenos naturais, dominar os ventos, como fazer chover, pois dependiam desses fenômenos para sobreviver.

Hoje vivemos em uma aldeia global e os "kahunas-urbanos tem uma tarefa especial que é a de manter uma vida saudável e harmoniosa no convívio social.


A palavra Kahu significa guardião e Huna : segredo. o verdadeiro significado da palavra kahuna é: "Aquele que é um expert em sua profissão"

Os Kahunas eram especialistas em: agricultura, construção de cabanas e barcos, pesca, astronomia, religião, medicina, psicologia e outras áreas do conhecimento. o termo aplicado no que damos hoje o título de Ph.D.

Antes da colonização européia a antiga sociedade havaiana, isolada do resto do mundo, desenvolveu seus sistema religiosos, com uma profunda compreensão espiritual do indivíduo e do universo. O kapu ou tabus regravam a fechada sociedade havaiana, que possuía um profundo senso de família.

TIPOS DE KAHUNAS

Kahuna ha'i'olelo: Especializado em pregações itinerantes

Kahuna ho'oulu ai: Especializado em agricultura

Kahuna kalai: Especializado em gravuras e esculturas

Kahuna kali wa'a: Construtores de canoas

Kahuna kilokilo: Pregadores; interpretam presságios observados do céu.

Kahuna lapa'au: Especializados em medicina e cura

Kahuna pule: Pregadores, pastores, sacerdotes e oradores

Kahuna pale: Especializado em desfazer a magia praticada por um mago negro

Kahuna po'i uhane: mágicas. Místico especializado em atrair e letrado na ciência da mente, aprisionar espíritos.

Kahuna ki'i: Zelador de imagens (totens, estátuas, etc). Sua atribuição era de embalar, envernizar e armazenas as imagens. responsável pelo transporte durante as batalhas à frente do chefe em comando

Kahuna na'au ao: Erudito sacerdote, que instruía iniciados e noviços dentro do conhecimento e práticas.

ARTES PRATICADAS PELOS KAHUNAS


Ho'o-pio-pio: Uso de encantamentos para levar ou trazer a morte, bem como vários eventos mágicos.

Ho'o-una-una: Arte de afastar uma entidade demoníaca espiritual em missão de morte.

Poi-Uhane: Maestria em capturar espíritos.

One-one-ihonua: Maestria em preces especiais de serviço.

Nana-uli: Arte de fazer profecias do tempo.

Kili-kilo: Adivinhação

La'au lapa'au: Sacerdotes da saúde que trabalhavam com ervas. Curavam ossos quebrados e outros traumas instantaneamente ou em alguns dias, através de preces ou processos esotéricos.

Kuhi-kuhi puu-one: Mestre de obra. Instaladores e arquitetos dos heiau ou templos.

Makani: Sacerdote dos ventos, com poderes sobre espíritos místicos.

Ho'o-noho-noho Eram condutores de espíritos de pessoas falecidas. ajudavam os espíritos a elevarem-se até a divindade.

Kahuna Haapu: Médico

Kahuna Haka: Diagnosticador

Haha paaoao: Pediatra

La'au Kahea: Psicólogo

Princípios em que os Kahunas se baseavam

A palavra ALOHA é composta de alguns princípios:

A de ala - ver a vida de forma a estar sempre alerta

L de locahi - trabalhar com unidade (corpo,mente e espírito)

O de oiaio - Honestidade

H de ha'aha'a - Humildade

A de ahonui - Paciência e perseverança

Segundo os Kahunas, quando se aprende estes princípios se encontra com Deus.

MANA

Os Kahunas acreditavam que o mana é recebido do céu através da prece. Deve-se rezar constantemente e enviar estas preces para o seu Aumakua , o espírito guardião antepassado. O Aumakua vivendo no Céu, olha por sua criança da Terra e intercede através do seu divino poder espiritual.

DUALIDADE

Para os havaianos existem duas grandes forças, a alta (boa, elevada em direção a evolução) e a baixa (baixa vibração, negativa e involutiva). Os termos aqui descritos como negativos ou positivos, está sendo usado sem definir boa ou má e simplesmente como polaridades.

O mundo material é considerado parte negativa. O mundo espiritual é considerado parte positiva. A lei do amor de deus á manifestação da unidade e da harmonia. Quando trouxemos a parte positiva, ou seja, unidade e harmonia, para a parte negativa, que é o mundo material, nós obteremos a verdade. O desejo pessoal é negativo e as leis de Deus são positivas. Quando soubermos unir o desejo pessoal e o amor juntos, aí se fará a luz! Deus nos iluminará e nós desfrutaremos a verdadeira felicidade.

POLARIDADE

Toda a vida é a união das polaridades, positiva e negativa, mas existem dois tipos de forças telúricas ou forças negativas. A polaridade negativa ou telúrica elevada que é representada pelas forças da natureza, trabalha em harmonia e em benefício da humanidade. A polaridade negativa baixa é a força telúrica de destruição e do egoísmo.

Um Kahuna deve conseguir aprender a distinguir entre alta e baixa. Ele deve aprender a controlar a baixa telúrica. Não deve voltar atrás em seu caminho, deixar-se envolver, senão estará abrindo as suas defesas para o ataque da ignorância. Caso isto ocorra ele não escapará dos baixos impulsos ficando doente pelas baixas influências.


FONTE:

Magia e Cura Kahuna - Serge Kahili King

Kahunas: os Sacerdotes Xamânicos Havaianos

A filosofia Huna era praticada por um povo milenar que viveu no Havaí, cujo conhecimento e sabedoria, já quase perdidos, começaram a ser resgatados em 1917 pelos esforços do psicólogo e pesquisador americano Max 

O termo huna em havaiano significa “segredo” e Kahunas, os guardiões do segredo, eram os sacerdotes ou xamãs, que conheciam segredos, que hoje chamamos de milagres, tais como: controlar as forças da natureza, fazer curas instantâneas, prever o futuro e mudá-lo para o bem-estar do seu povo.
Recém agora, a física quântica está descobrindo que, cada um de nós tem realmente esse potencial para desenvolver esses e muitos outros poderes.

Essa filosofia tem sete princípios básicos, conhecidos como as sete leis Kahunas. São sete palavras de muita força, consideradas mágicas e que eram usadas todas juntas como um poderoso mantra. São elas:
IKE — KALA — MAKIA — MANAWA — ALOHA — MANA — PONO
Praticar o significado de cada uma dessas palavras é o que nos levaria de encontro ao nosso poder, que está adormecido.
IKE — O mundo é o que pensamos e queremos que ele seja. A Realidade é Maya (ilusão).
KALA  Não há limites. Tudo está conectado, qualquer coisa é possível, a separação é apenas uma ilusão.
MAKIA — Tudo é energia. Mas a energia só flui onde existe a ATENÇÃO e a INTENÇÃO.
MANAWA — O momento do poder é AGORA. A energia aumenta com o poder sensorial da atenção, foco e intenção.
ALOHA — Amar é ser feliz. O amor energiza tudo, enquanto que o julgamento e a crítica diminuem a energia. Amar é ser feliz com todas as pessoas e coisas.
MANA — Todo o poder vem de dentro de nós.
PONO — Efetividade é a verdadeira medida da verdade. Sempre existe uma maneira alternativa de se fazer qualquer coisa.